terça-feira, 26 de outubro de 2010

A Janelinha.


Alicia caminha de bicicleta por um velho e desconhecido bairro, ela anda sem rumo e sem preocupações, sua bicicleta é clara e tem uma cestinha com algumas flores coloridas, ela anda, anda e anda, até chegar em uma rua sem saída, uma rua cheia de arbustos nas casas, segundo a placa seu nome era "Rua 12", uma ruazinha estreita com o chão feito de pedregulhos bem escuros e com folhas secas caídas sobre ele. Ao chegar perto da última casa da rua, Alicia percebe uma beleza diferente, algo tinha ali, naquela janelinha, ela não sabia e nem iria se atrever a bater na porta da casa para perguntar, mas a janelinha com um vaso de flores secas ao lado lhe trazia uma felicidade imensa, algo tão aconchegante que nada seria capaz de explicar, uma lágrima caiu do rosto de Alice, e olhando para janelinha ela permaneceu por mais alguns minutos, e seguiu novamente seu caminho. Dia após dia, ela retornava para a tal ruazinha para ver a tal janelinha, um dia, não se sabe o porque, ela não mais voltou, e la permaneceu a janelinha, sempre do mesmo jeito.

A fala de uma Estrela.





Cantarei, dançarei, enlouquecerei...ligarei para muitas pessoas...gritarei bem alto para que me ouçam e me aplaudam. Com figurinos diversos e uma multidão excêntrica, esse é o sonho da estrela, de uma verdadeira estrela. Mas quando se for uma estrela, é preciso brilhar mais que as outras, bater nas outras. 

Sabe, quando você é uma estrela, daquelas que ofuscam tudo, você pode ajudar ao próximo com prazer, com amor, não que você não faça isso pela massa (mesmo fazendo parte da massa) é que você pode ser uma estrela entende, e estrelas brilham, principalmente se você conseguir brilhar mais e mais...a, quando eu for uma estrela...

domingo, 24 de outubro de 2010

Ele rema, rema e rema.


Velejando pela mente de Tony, garoto de certa forma simples, mas não adequado as normas da sociedade em que vive. Ele almeja por histórias, fáceis e simples, ele quer que todas tenham um coração, pode ser o coração de uma largartinha ou o que for, ele que sentir almas alheias o tocando. Ele sente que seu lugar não é o lugar onde ele se encontra nos últimos anos, ele sente uma necessidade imensa de conhecer e arriscar, ele quer um barco para seus pensamentos, um barco para levar faces de uma vida, ou ate mesmo de sua própria, mas ele quer misturar vidas, mas só se forem vidas com alma e coração, ele quer remar com a cara e a coragem, ele chora de melancolia ou de felicidade, mais ele chora, no final ele só pensa em remar para ver as almas, mas as verdadeiras almas, aquelas com coração. 

A menina.



Ela olhava pela sacada do prédio, olhando sem parar, mas ela na verdade não conseguia fixar seus olhos em uma pedra que fosse, seu pensamento era distante, sua agonia era imensa, a tristeza a consumia e seu olhar a deixava cega.
A face desesperada abaixo de sua maquiagem a fazia uma boneca sem alma, sem coração. Seu corpo não reagia, sua boca não mexia, e la continuou a menina, olhando pro nada com os olhos marejados de lágrimas.